2. OS ARQUÉTIPOS DO ZODÍACO
SIGNO DE ÁRIES
Áries é o arquétipo que representa a energia vital sem forma e sem controle. Tem a característica do elemento Fogo e uma qualidade Cardeal, o que o torna apaixonado por pessoas ou causas, impelido para os empreendimentos e conquistas. A raiva e a agressividade são formas como sua energia se apresenta e devem ser canalizadas construtivamente. Não teme o confronto e pode ser egoísta. Seu impulso o faz seguir em frente. Gosta de começar as coisas, mas nem sempre se dispõe a terminá-las. Prefere os inícios. Aborrece-se com facilidade e age primeiro, depois vai ver no que dá. Para ele a ação é fundamental. É regido por Marte, o deus romano da guerra, que tem suas origens em Ares, o deus guerreiro dos gregos.
1. Ares/Marte
O deus Marte tem suas origens no deus grego Ares. Ares é filho de Zeus, o grande senhor do Olimpo e de Hera, sua irmã e legítima esposa. Irmão de Hebe, que personificava a juventude eterna e Ilítia, a deusa dos partos difíceis. Corajoso, mas brutal, era atraído pelas guerras e campos de batalha. Seu instinto de destruição o transformou no mas temível dos deuses. Era sempre seguido por Éris, a Discórdia, Enio, a Devastadora, Limo, a Fome, Algos, a Dor e Lete, o Esquecimento.
Ares, detestado no Olimpo, até mesmo por seu pai e principalmente por Palas Atena, sua meia irmã, a virgem guerreira. Somente Afrodite, talvez por atração dos opostos, o amava. Apesar de casada com Hefestos, teve com Ares um caso apaixonado. Um dia Alétrio, sentinela que fazia a guarda para os amantes, adormeceu. Quando a manhã chegou, Hélio, o deus-sol, avistou os amantes e informou o fato ao marido de Afrodite. Hefesto, o deus-artesão, teceu uma rede invisível e com ela preparou uma armadilha. Os amantes foram pegos em flagrante e expostos à humilhação pública. Alétrio foi metamorfoseado em galo e obrigado a cantar todas as manhãs, avisando a chegada da aurora.
Com Afrodite Ares teve os filhos Fobos, o medo, Deimos, o Pavor e Harmonia. Fobos e Deimos passaram a acompanhar o pai nos campos de batalha. Ares teve outros filhos, todos sanguinários e violentos ou devotados a uma sorte funesta. Nas batalhas o deus não é devotado a justiça da causa que defende. Luta pelo prazer da luta, porém, quase nunca é vitorioso e quase sempre parece tolo. Seu habitat preferido era a Trácia, país selvagem, de clima rude, rico em cavalos e percorrido freqüentemente por povos sanguinários.
O deus era pouco venerado em Atenas. Por força do militarismo espartano, em Esparta e em Tebas o deus possuía templos. Constantemente derrotado por Átena e outros imortais, sua história parece refletir a essência do pensamento grego ou seja, a vitória da inteligência sobre a força bruta e descontrolada. Os romanos cultuavam o deus da guerra com o nome de Marte e era a divindade mais importante para eles. Pai de Rômulo e Remo os fundadores de Roma, Marte era, inicialmente uma deus agrícola associado às tempestades. Depois, tornou-se um protetor das lutas e conquistas principalmente durante a expansão do Império Romano. Os romanos o descreviam como um deus forte, brilhante e honrado pelos olímpicos, que defendia Roma dos ataques inimigos.
Aspectos psicológicos do mito:
- Ares não se incomodava com a rejeição que recebia do Olimpo. Os arianos costumam lidar com suas emoções de forma distanciada;
- Contam com sua própria força; refazem as energias em atividade;
- As reações são intensas e apaixonadas e requerem uma ação física imediata. O amor à vida; corajosos, vivem o aqui e agora;
- Dificuldade em se observar, em compreender as reações do outro ou do meio; daí o egoísmo;
- Necessidade da energia de seu oposto complementar, Libra, para aprender a ética, a partilha e o respeito;
- Segundo Lúcia Scavone “o padrão amoroso mais compatível com os arianos é o tipo de relação que havia entre Ares e Afrodite”;
- Sensuais, gostam de pessoas liberadas sexualmente e no amor, precisam sentirem-se apaixonados. Se ainda imaturos, sua sexualidade é instintiva e amoral;
- Não medem esforços no ato da conquista, nem medem as conseqüências de seus atos; podem nem considerar as reações do parceiro;
- Impacientes, simples e às vezes, ingênuos. A raiva e a força bruta os torna vulneráveis;
- Gostam de boas relações sexuais, um bom trabalho ou causa para se envolver, amigos para se divertir e uma família que lhes dê segurança e liberdade;
- Na psicologia, o simbolismo de Marte nos leva ao impulso sexo-agressivo de crescer e sobreviver no mundo, ao desenvolvimento da vontade e do estabelecimento de uma identidade de ego própria.
2. Jasão e a conquista do Velocino de Ouro
Jasão era filho de Esão e Polímede. Seu tio Pélias usurpou o Reino de Esão, Iolco. Assim que atingiu a idade necessária Jasão retorna do monte Pélion, onde esteve sendo iniciado e preparado por Quíron para um dia reconquistar e governar o reino que era de seu pai. No caminho, perde uma sandália ao auxiliar uma mulher velha a atravessar um rio. Pélias havia sido avisado por um Oráculo que um homem calçado apenas com uma sandália ameaçaria seu reinado.
Identificando Jasão desafiou-o a conquistar o Velocino de Ouro como prova para reassumir sua identidade e receber o trono, que lhe pertencia por direito de nascença. Jasão em resposta reuniu uma tripulação para a nave Argo (donde argonautas) e foi à Cólquida resgatar o Velo de Ouro.
Graças aos auxílios divinos de Afrodite e Palas Atena, Jasão chega à Cólquida, apaixona-se por Medéia e esta, feiticeira filha do Rei Aetes, sob o juramento sagrado do casamento (auxílio de Hera) fornece a Jasão os meios para adormecer o dragão que cuidava do bosque sagrado de Ares. Morto o dragão e conquistado o Velocino de Ouro, Jasão é ameaçado por Aetes, que aliara-se à Pélias, mas consegue escapar da Cólquida, levando consigo Medéia.
Retorna a Iolco e mais uma vez se defronta com o tio Pélias, que se nega a entregar-lhe o trono. Medéia irritada trama o assassinato de Pélias pelas próprias filhas deste. Jasão entrega o trono a Acasto, um dos companheiros do Argo e se exila em Corinto onde aceita a oferta do Rei Creonte e sem hesitação casa-se com Creusa, repudiando Medéia que, rejeitada e alucinada de paixão mata Creusa e Creonte, sacrifica suas próprias filhas no altar de Hera e deixa Jasão sob a maldição de morrer de forma violenta. A profecia se cumpre quando Jasão morre sob o peso de uma viga da nave Argo que lhe esmaga a cabeça.
Aspectos psicológicos do mito
- herança negada ou direito de nascença usurpado; aventura e heroicidade;
- conquista de sua identidade através de arriscadas empreitadas;
- tendência a se cansar, desgastar; Enérgicos/hiperativos;
- respostas imediatas e instintivas;(emotividade nem sempre manifesta);
- busca de sensações fortes na alegria ou nas provações;
- impulso de lançar-se em aventuras arriscadas para provar sua “masculinidade”; (capacidade assertiva); característica nuclear do ariano;
- dilema do enfrentamento do Pai Terrível que é ao mesmo tempo obstáculo e meio de crescimento dependendo da resposta ao desafio;
- infância vivida sob a tirania de um pai competitivo, excessivamente crítico ou incitando-o constantemente a provar sua competência masculina;
- as mulheres buscam companheiros que as impedem de adquirir sua própria independência;
- auxílio feminino que o auxilia na empreitada da conquista da identidade fortes paixões, característica desta anima feiticeira (Medéia) que luta masculinamente;
- ferir ou magoar quem mais o ajudou em suas conquistas;
- freqüente triangulação amorosa; resgate pessoas, idéias ou conceitos;
- visão de mãe apenas como uma serviçal compromete sua figura feminina interna ou auto-imagem no caso das meninas;
- a aspiração para conquistar o mundo e governá-lo, mesmo que abrindo mão da pureza simbolizada pelo Velo de Ouro, se necessário ferindo ou magoando quem mais o ajudou na conquista;
- a energia deve ser posta a serviço de um ideal de justiça;
3. As Amazonas
Eram filhas de Ares e da ninfa Harmonia. Fundaram sob a inspiração do pai e da deusa Ártemis, um reino belicoso, composto quase que exclusivamente por mulheres, que habitavam os píncaros do Cáucaso ou a Trácia e a Lídia. Tinham uma rainha e eram muito independentes. Os homens, que por ventura existissem em seu território, eram empregados em trabalhos servis. Para perpetuar e ampliar a comunidade, mantinham relações sexuais apenas com adventícios. Os filhos homens eram emasculados, mutilados, cegados, e empregados, quando não eliminados, em serviços inferiores.
Há vários mitos que relatam duros combates travados por heróis contra as filhas de Ares. O nono trabalho de Héracles, imposto por Euristeu, foi o de buscar o Cinturão de Hipólita, a rainha das Amazonas. Este emblema traduz a força e o poder de que está investido o seu portador. A deusa protetora das Amazonas era naturalmente Ártemis, a arqueira virgem, com quem as filhas do deus da guerra têm muito em comum, não só por seu desdém pelos homens, mas sobretudo por sua vocação de guerreiras e caçadoras. A elas se atribuía, por isso mesmo, a fundação da cidade de Éfeso e a construção do templo gigantesco e riquíssimo consagrado à irmã de Apolo. Diziam-se que as Amazonas amputavam o seio direito para melhor manejar o arco, deixando, às mais das vezes, o seio esquerdo descoberto. Fato, aliás, não confirmado pela iconografia, em que as Amazonas aparecem belas e de seios intactos.
O nome Amadzónes parece mesmo provir de uma tribo iraniana há-mazan, propriamente “guerreiros”. Usavam o escudo em forma de meia-lua e o machado duplo, símbolos da Grande-Mãe. (Junito Brandão)
Aspectos psicológicos do mito
- Os arianos não costumam medir esforços para conquistar seus objetivos;
- Para eles os fins justificam os meios;
- As mulheres são capazes de sacrificar as funções femininas como a amamentação, a maternidade e as lidas domésticas;
- Possuem capacidade de liderança e competem em pé de igualdade com os homens em eficiência e produção executiva;
- Em geral sabem viver sozinhos. A mãe ariana costuma ensinar às filhas o valor da educação e da independência;
- As Amazonas são a antítese do papel feminino representado pelas mulheres gregas. Simbolizam uma imagem da anima que não está disposta a lançar-se aos pés dos homens, que é auto-suficiente e independente dele;
- As Amazonas representam muitas das atitudes da mulher ariana que, na maioria das vezes, não é compreendida, assustando os homens mais tradicionais;
- Constantemente na vida dos arianos está a necessidade de servir com devoção, de usar positivamente a agressão, de criar autoridade interna e personalidade, para lidar responsavelmente no reino que habita;
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