domingo, 7 de agosto de 2011

6. MITOLOGIA/MITOS E ARQUÉTIPOS


Na definição do Dicionário Aurélio, mito é uma narrativa de significação simbólica, geralmente ligada à cosmogonia, e referentes a deuses encarnadores das forças da natureza e/ou de aspectos da condição humana. Diz ainda que mito é uma exposição sob forma imaginativa, em que a fantasia sugere e simboliza a verdade que deve ser transmitida.

As verdades permanentes e imutáveis que nos foram transmitidas, ao longo dos tempos, pelas lendas, mitos e contos de fadas, permaneceram ignoradas e tidas como meramente fantasiosas. E são essas verdades resgatadas e trazidas à luz pelos pesquisadores da alma humana que o assunto deste trabalho pretende elucidar ao enfocar os mitos contidos nos signos zodiacais. Estudando os mitos, elevamos nossa consciência a um nível que é espiritual.

Segundo os pesquisadores, os temas míticos revelam um padrão básico ou intencional de desenvolvimento, de modo que a vida humana parece ter uma intenção ou um destino. Isto quer dizer que além da história, o mito encerra um esquema ou plano. Um padrão modelador da alma a que Jung chamou de Arquétipo. Seriam imagens comuns a todas as culturas armazenadas em um depósito psíquico, também chamado de Inconsciente Coletivo.9

Dependendo do grau de cultura e de civilização, essas histórias variam no requinte de sua tapeçaria. Mas sempre se constituem numa forma imaginária de narrar a história humana, sem se preocupar com a cronologia dos acontecimentos ou seu espaço.5

Do ponto de vista junguiano, os planetas personificam as imagens arquetípicas de onde emana nossa energia e pelas quais podemos conhecer os desejos e aspirações que se situam na raiz de todo o comportamento humano. Como os arquétipos são pré-conscientes e inconscientes, só podemos conhecê-los através da exploração das imagens que lhes dão forma. Para isso, Jung usou a técnica da imaginação ativa.4

Jung descobriu que os arquétipos podem aparecer sob numerosos disfarces, tais como formas geométricas (círculo, quadrado, elipse, mandala) personagens (a Grande Mãe, o Jovem eterno, o Sábio, o Trapaceiro, o Mago) ou experiências (a Jornada do Herói, a Viagem Marítima Noturna, a Imaculada Concepção ou o Dilúvio).4

É por meio do reino arquetípico que encontramos esses personagens e temas atemporais e universais que ocorrem na religião, no mito, nas lendas e contos de fadas, e que emergem nos indivíduos por meio de sonhos e visões.4

Jung achava que a entrada consciente no reino arquetípico por meio de técnicas como a imaginação ativa nos permitiria estabelecer uma relação com ele, e que, ao fazê-lo, nós nos tornaríamos mais íntegros, em harmonia com a vida.4

A mitologia grega sintetiza as histórias, lendas e mitos da Antigüidade e, é através dela que estudaremos a relação entre os signos e os mitos. Cada um dos doze signos zodiacais representa uma parte de um todo que é o círculo do Zodíaco.

Compreender a essência de cada signo resgatando sua raiz arquetípica contida na Mitologia a fim de identificar, sob a luz da psicologia analítica, o que nosso inconsciente armazena e reserva para nosso Destino ou Livre-Arbítrio, é a intenção maior deste trabalho.

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