2. OS ARQUÉTIPOS DO ZODÍACO
SIGNO DE LEÃO
A energia tem consciência de si e revela-se. O “eu” deseja expandir-se, iluminar, ser “alguém especial”. Passagem do inconsciente para o consciente. Signo de fogo, de qualidade fixa, regido pelo Sol. Símbolo da força subjetiva, de auto-afirmação do homem como indivíduo e de sua origem divina. Princípio de vida psíquica que o leva a agir e criar, o Animus, segundo Jung. Desejo inato de ser reconhecido, dar e receber amor. Princípio de lei, justiça, força e domínio. Relaciona-se com o pai e todas as figuras de autoridade. Alegria de viver, arte, criatividade, amor, hobbies, filhos. Em Leão pode haver a inflação do “eu” surgindo o individualismo egocêntrico. Hércules e Apolo são os mitos que o identificam mais nitidamente.
1. Hércules e o Leão de Neméia
A morte do Leão de Neméia foi o primeiro dos doze trabalhos de Hércules. Esse leão, criado pela deusa lunar Selene ou pela própria deusa Hera ... vivia numa caverna de duas bocas durante o dia, saindo à noite para aterrorizar os bosques de Neméia, cidade da região grega da Argólida, devorando os rebanhos que lá pastavam. Era “relativamente invulnerável”, pois Hera o dotara de tais poderes contra flechas, maças, lanças e tacapes, que tais armas nem sequer lhe arranhavam o pêlo!
Hércules foi à Neméia e enfrentou o leão em frente de sua própria caverna; num primeiro momento, esquecido da invulnerabilidade do animal, atirou-lhe flechas: nada aconteceu, senão assustar o animal, que se refugiou na caverna. Então Hércules entrou nu e desarmado no covil da fera, munido apenas de um archote para iluminar-lhe o caminho e, ao enfrentar corpo a corpo o animal, sufocou-o pela garganta com as próprias mãos. A seguir, retirou-lhe a pele e com ela fez uma vestimenta protetora, fazendo de sua cabeça um capacete.
Aspectos Psicológicos do mito
- Luta do Ego humano contra os instintos e impulsos impessoais que provêm do inconsciente;
- Paixões do coração que ficam a serviço de seu possuidor depois de humanizadas;
- O leonino vê, desde cedo, punidas com severidade todas as suas fortes reações emocionais e premiadas em excesso suas manifestações de comportamento ético e justo;
- Portanto, não vive a sensação de ser amado pelo que é, mas pelo “muito bom” que será capaz de ser ou produzir;
- As emoções ficam mantidas no inconsciente, tornam-se autônomas e dominam a consciência e o comportamento, colocadas a serviço de causas;
- Idealismo exacerbado, perfeccionismo implacável e preocupação ética em demasia;
- À medida que a pessoa enfrenta suas paixões no fundo da própria caverna, somente com os recursos de que dispõe, e que as coloque a seu serviço de maneira humanizada poderá governar homens, ao oferecer-se como exemplo;
- Acúmulo de soberba e orgulho desenvolvido como compensação à rejeição paterna na infância;
- Aprender a se aceitar como se é e a se amar pelo que se é.
2. Apolo
Apolo é um deus que pertence à segunda geração dos Olímpicos. É filho de Zeus e de Leto. Conta-se que, grávida de Zeus, e sentindo aproximar-se a hora do parto, Leto percorreu o mundo inteiro em busca de um local onde pudesse dar à luz os gêmeos Apolo e Ártemis. Hera, esposa de Zeus, enciumada, proibiu a Terra de acolhê-la. Temendo a cólera da rainha dos deuses, nenhuma região ousou recebê-la. Leto, então teve seus filhos na ilha flutuante de Ortígia. Apolo, agradecido, mudou-lhe o nome para Delos, “a luminosa” e transformou a ilha no centro do mundo grego. Hera reteve no Olimpo sua filha Ilítia, a deusa dos partos para que esta não auxiliasse Leto. Nasceu Ártemis que auxiliou o parto da mãe durante o nascimento de Apolo. Vendo o sofrimento de sua mãe, Ártemis jurou jamais casar-se e mais tarde Zeus consente que ela se torne a protetora dos partos difíceis. Ainda por vingança, Hera lança contra Leto a serpente Píton. Com os recém-nascidos nos braços Leto foge para Lícia, “terra dos lobos”. Os camponeses da região, com receio de Hera, expulsam-na do local, quando Leto parou junto a uma fonte para lavar os filhos e beber água. Neste momento, a deusa, possuída de imensa cólera, transforma os camponeses em rãs.
Quando Apolo nasceu sete cisnes brancos sobrevoaram a ilha de Delos dando sete voltas sobre ela. O deus nasceu em um dia sete e suas festas eram comemoradas no dia sete do mês Bísio. Sete é, pois, o número de Apolo. Zeus enviou ao filho recém-nascido uma mitra de ouro, uma lira e um carro, onde se atrelavam alvos cisnes que o levaram ao país dos Hiperbóreos, onde ali permaneceu por um ano, indo depois para Delphos. Estava agora preparado para a luta contra o dragão Píton, para alguns, Delfine, uma serpente. Píton guardava o antigo oráculo de Têmis, mas igualmente devastava a região, matando rebanhos e pastores na planície de Crissa e que, por ordem de Hera, perseguia Leto. O deus flechou e tirou a pele de Píton, cobrindo com ela a trípode em que passou a sentar-se sua sacerdotiza, a Pítia ou Pitonisa.
Antes, porém, de reinar soberano em Delfos, o deus teve que passar um ano no vale de Tempe, na Tessália, para purificar-se da morte de Píton. O deus-sol não visava a suprimir as pulsões humanas, mas orientá-las no sentido de uma espiritualização progressiva, mercê do desenvolvimento da consciência. Transforma-se na grande divindade da purificação, dos oráculos e da medicina.
Ainda deus da música e da poesia, Apolo jamais conseguiu encontrar-se ou encontrar segurança em suas múltiplas relações amorosas. Eros fere o coração de Apolo com a flecha do amor e da ninfa Dafne com a da repulsa e da indiferença. Para fugir do deus a ninfa pede ao seu pai, o deus-rio, para transformá-la em um loureiro. Apolo, então, abraçou a árvore, deu-lhe o nome da amada e determinou que aquela seria a árvore sagrado de seu culto. Suas folhas seriam destinadas à purificação dos sacerdotes e ao coroamento das grandes vitórias.
Aspectos psicológicos do mito
- Marco importante da passagem da sociedade matriarcal para a patriarcal;
- Personifica o aspecto da personalidade que quer definições claras, valoriza a
ordem a harmonia e as aparências;
- Sabem o que querem, enxergam o futuro, definem suas metas;
- São realizadores, criadores, autores, legisladores;
- Suas metas e conquistas costumam ser públicas;
- O signo de Leão possui uma abundância de dons, dos quais nem sempre tem
consciência;
- Os leoninos costumam assumir suas criações, sem medo da exposição;
(Apolo assimilou atributos de deuses mais primitivos imprimindo sua marca);
- Assimilam valores tradicionais que são passados aos descendentes;
- Querem sentir-se amados e respeitados por todos e o fazem
por merecer, pois buscam a aprovação dos superiores e tornam-se líderes;
- Nem sempre seus amores são felizes; os apolíneos são racionais, lógicos,
intelectuais, filosóficos;
Costumam valorizar muito a própria imagem, sendo conhecidos pela vaidade;
- Estão conectados com a própria essência e criam a partir desse contato;
- Estão ligados com toda criação artística e devem irradiar a beleza para
todos os seres humanos; O brilho do efêmero os fascina;
- Quando não está em contato com sua força - o amor - e não a expressa,
aparece o lado sombrio, rude e até cruel do signo;
- Não sabem lidar com o fracasso, nem com a perda; (ver Dafne);
- Necessidade de, periodicamente, voltar para a sua fonte interna:
o País dos Hiperbóreos. Na fonte está a luz, a alegria, a juventude eterna,
a criança interior dele e de cada um de nós.
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