2. OS ARQUÉTIPOS DO ZODÍACO
SIGNO DE SAGITÁRIO
Neste signo a energia atinge a síntese e se arroja para o alto. Sagitário projeta para um fim aquilo que Escorpião acumulou e transformou. O fogo sagitariano exprime o emergir do fogo interior, chama divina do espírito, enquanto se extingue o fogo da matéria. Signo de Fogo, de modalidade mutável, regido por Júpiter, Sagitário necessita de um significado maior para a vida. Estão ligados a ele as viagens ao exterior, a filosofia, as universidades, a Justiça e a religião. Encontramos neste signo tanto o tipo aventureiro, otimista e juvenil como aqueles atraídos pela vida interior, voltados para experiências eclesiásticas e para a realização do “eu”. Por outro lado também surge o fanático, o conformista, temeroso das novidades e amante da ordem constituída.
1. Zeus
Cronos (o tempo) substituiu Urano (o céu) e assumiu o trono divino. Porém converteu-se num déspota pior do que o pai. Temendo ser deposto, foi devorando um a um os filhos que teria de Réia, sua irmã e esposa - até que nasceu Zeus! Réia envolveu uma pedra em panos e entregou-a a Cronos, que a engoliu como se fosse o filho recém-nascido, deixando o menino aos cuidados da "cabra" Amaltéia, provavelmente uma ninfa, na ilha de Creta, no monte Ida.
Dessa ilha, Zeus (Júpiter), depois de crescido, iniciou a longa batalha para tomar o poder supremo das mãos de Cronos. Inicialmente, aconselhado por Métis, a Prudência, deu-lhe uma droga que o fez vomitar todos os irmãos algum dia engolidos: Hades, Posêidon, Hera, Deméter e Héstia. A seguir, apoiado pelos irmãos, derrotou Cronos depois de dez anos de batalhas sangrentas. Por fim, sorteou com seus dois irmãos a posse do reino conquistado: a Hades, coube o mundo subterrâneo, a Posêidon o mar e a Zeus o céu e a superfície terrestre.
Casado "legitimamente" com sua irmã Hera, Zeus gerou Ares(Marte, para os romanos), Hebe, Ilítia e Hefaístos; mas teve inúmeras consortes, entre deusas e mortais, quase todas seduzidas ou violentadas, gerando um sem-número de filhos e filhas.
Aspectos Psicológicos do Mito:
- Zeus só pôde desenvolver o seu poder através da iniciativa da mãe, uma indicação de que o sagitariano, seja homem ou mulher, por mais independente e macho que pareça ser, é submisso ao poder feminino;
- Via de regra, o sagitariano possui um pai "inatingível" e que somente depois de ter-se ligado "definitivamente" ao seu psiquismo feminino (interior ou projetivamente) é que ele começará a frutificar;
- Pois assim também foi com Zeus: somente casando-se com Hera é que gerou Ares, o deus da vontade e da manifestação assertiva de si mesmo;
- O casamento com Hera colocou Zeus em um permanente vínculo com o feminino;
- A cada amante de Zeus, Hera reagia com brigas, punições, reprimendas ou vinganças, mas o aceitava depois, para tudo recomeçar;
- Não é de surpreender que o sagitariano "fuja" ao "casamento", temendo ficar preso por laços e restrições mas, terminando por, cedo ou tarde, encontrar a sua "Hera";
- Hera, palavra grega que significa "guardiã" ou "conservadora", seduziu Zeus com um cinto mágico, levando-o a fazer amor em segredo sob o oceano;
- É comum uma gravidez não esperada o levar a unir-se à "sua Hera";
- A repetida má percepção sobre a real importância de sua mãe, e do seu próprio princípio feminino, termina por levá-lo a uma hipervalorização dos componentes masculinos, "um acaso do destino" porém faz a integração entre o idealismo e interesse abstrato e o realismo e o interesse concreto do cotidiano.";
- Isto é, a constante briga provocada por um casamento indissolúvel e os inúmeros casos ilícitos de amor é que mantinham Zeus ativo e cheio de vida.
2. Quíron
QUÍRON, meio homem, meio cavalo, representava assim, numa só figura, a sabedoria instintiva e natural do corpo e o acúmulo de conhecimento da Humanidade (Filho de Cronos e Filira que, surpreendidos no ato de amor, transforma-se em um garanhão e sai a galopar). Vivia numa gruta no monte Pélion, onde ensinava música, a arte da guerra e da caça, as leis e, sobretudo, a medicina. Foi um famoso educador. Possuía também o dom da profecia, mas teve um trágico desfecho quando foi ferido acidentalmente na perna (parte animal) pela flecha envenenada de Hércules. Como era imortal não podia morrer e seu sofrimento foi profundo e longo, até que Prometeu, um mortal, a pedido de Zeus, concedeu-lhe o direito de morte. Quíron ascendeu então aos céus para a constelação de sagitário, o Arqueiro.
Aspectos Psicológicos do Mito
- "... a hipertrofia do núcleo masculino excessivamente preocupado com ideais e noções de justiça costuma comprometer no sagitariano a integridade de seu núcleo feminino de emoções e sentimentos.";
- É o curador ferido que não podendo curar-se a si próprio cura os outros pelo conhecimento da causa;
- É aquele que vive projetivamente sua natureza feminina e suas emoções;
- É aquele que vive o mundo etéreo e incorpóreo dos ideais de justiça e de sabedoria, o qual se não tiver uma base na realidade material das emoções, não faz o menor sentido real.
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