2. OS ARQUÉTIPOS DO ZODÍACO
SIGNO DE LIBRA
Aqui a energia consciente toma consciência dos Outros e deixa para trás um modo antigo de ser indo ao encontro de uma nova forma complementar. Signo pertencente ao elemento Ar, de qualidade Cardeal, regido por Vênus, Libra busca o amor, a parceria, os relacionamentos sociais. Psicologicamente orientados para se manter no equilíbrio, longe das dificuldades, mediante o compromisso, o pacto, a norma legal. Racionaliza limitando a expressão das paixões instintivas e criativas. Indeciso, dotado de talento artístico, pode tornar-se superficial e ser atingido pelo amor ao bem-estar, gosto pelo luxo e pelos prazeres em exagero ou buscar a saída mais cômoda a fim de manter a paz a qualquer preço.
1. Palas Atena
Nascida diretamente do cérebro de Zeus, que em acesso de dores de cabeça pediu a Hefaístos que lhe abrisse o crânio com um martelo de forjaria, Palas Atena identifica-se com os atributos de deusa da inteligência, da paz, das artes e dos artistas; estrategista e apegada às soluções práticas, representa a mulher que se deixa guiar principalmente pela razão e não por arrebatamentos afetivos ou instintivos. Por isso, prefere a companhia masculina (com a qual identifica, projetivamente, seu poderoso Animus), sendo preciosa confidente e amiga íntima, a despeito de usar muitas vezes o sexo como “ato calculado”.
Aspectos psicológicos do mito
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- Questões de moralidade, proporcionalidade, ética e julgamento;
- Experiências de deseqüilíbrio entre extremos e a violação de leis;
- Eqüílibrio entre eventos e formas próprios dos seres humanos, em sua forma social de cultura;
- Diferente de Virgem que busca o eqüilíbrio entre leis naturais e os acontecimentos da vida.
2. Páris
Páris ou Alexandre era o filho mais novo de Príamo, rei de Tróia, e da rainha HEcuba. Poucos dias antes de dar à luz, Hécuba sonhou com uma tocha incendiando Tróia, e um oráculo prognosticou que seu filho seria a ruína da cidade. Dessa forma, Príamo mandou matá-lo, mas Hécuba entregou-o a pastores que o criaram no monte Ida até a idade em que, voltando a Tróia, venceu um torneio, foi reconhecido por sua irmã Cassandra e aceito de novo por Príamo.
Nascido com o dom da profecia e elegância, foi escolhido por Zeus para decidir uma disputa entre três deusas: Afrodite, Palas Atena e Hera disputavam o título de “A Mais Bela do Olimpo” e a escolha coube a Páris, que entregaria à vencedora uma Maçã de Ouro, um Pomo das Hespérides. Páris quis se negar a servir de juiz em um páreo divino (propondo-se, como bom libriano, a dividir igualmente o prêmio entre as três), mas Hermes, por solicitação direta de Zeus, convenceu-o a fazê-lo. As deusas ofereceram-lhe vantagens (numa prática de suborno, como que a provar que não há nada de novo sob o Sol.). Hera prometeu-lhe o império da Ásia, Palas Atena ofereceu-lhe sabedoria e vitória em todos os combates de que participasse e Afrodite assegurou-lhe o amor da mulher mais bela do mundo _ a imortal Helena, irmã gêmea de Polux (...), esposa de Menelau, rei de Esparta, e pivô da Guerra de Tróia.
A oferta de Helena, mesmo sabendo-a casada, o seduziu e a vencedora do certame foi Afrodite.
Aspectos psicológicos do mito
- Necessidade de realizar um julgamento entre valores pessoais e uma escolha ética;
- Freqüentes triângulos amorosos colocam o libriano em situações de dilema e insegurança;
- Imenso medo em fazer escolhas erradas pelas conseqüências que poderão advir;
- Impulso em ter todas as coisas equilibrada. Propensão a ficar acuada entre duas alternativas seja na vida profissional ou afetiva;
- Por alguma razão a criança libriana é obrigada a apegar-se demais a ambos os pais como se fosse dela a responsabilidade de mantê-los juntos. Com a aparência e a aceitação sociais; desenvolve uma imensa raiva pelas figuras parentais (sombra) a qual terá que enfrentar a fim de fazer melhores escolhas na vida;
- O ponto forte do arquétipo libriano é a opção pelo amor, pelo qual são capazes das maiores loucuras, como desencadear uma guerra (sombra ariana);
- Tem dificuldade em enfrentar fisicamente os adversários;
- Funcionam num nível mais intelectual e seduzem mais com palavras do que com atos;
- Compreende os dois lados de uma questão e pode atuar como intermediário;
- Páris não é um guerreiro, é um pastor, é um ser pacifista.
3. Tirésias
Tirésias ao atingir a idade da iniciação pela qual passava todo jovem, subiu ao monte Citéron e viu duas serpentes em pleno ato de cruzamento. Após separá-las, matou a fêmea e foi, por isso, imediatamente transformado em mulher, permanecendo assim por sete anos. Após esse período, subindo o mesmo monte, deparou com cena idêntica; dessa vez, matou o macho e recuperou seu sexo original.
Assim, como conhecia a vida interior dos dois sexos, foi chamado por Zeus e Hera para decidir uma pendenga entre os dois deuses: “Qual sexo tem mais prazer no amor, o homem ou a mulher?”, era a questão divina. Tirésias habilmente declarou que cabia à mulher nove décimos, aparentemente dando a Hera a vitória(num claro artifício libriano); a deusa, entretanto, percebeu o estratagema, que entregava ao sexo masculino o último décimo, aquele capaz de efetivar os nove que pertencem às mulheres, e cegou Tirésias como vingança. Zeus, por recompensa, deu-lhe o dom da visão interior.
Aspectos psicológicos do mito
- O homem desse signo inclina-se poderosamente para padrões femininos de adorno, valorização afetiva e beleza;
- A mulher libriana é conhecida em geral por seu pensamento “masculino” claro, ordenado e organizador;
- “Os librianos tem de aprender a se harmonizar com sua anima ou animus antes de realizar escolhas afetivas entre valores diferentes na sua vida diária.“
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