domingo, 7 de agosto de 2011

5. DESTINO/LIVRE ARBÍTRIO/SINCRONICIDADE


A Mitologia, a Teosofia e a Astrologia são disciplinas que defendem a unidade entre o Homem e o Universo. Com efeito, a despeito de todo o suposto conhecimento que temos acumulado, não podemos encontrar significado em parte alguma, exceto nos campos de estudo que apontam para uma unidade entre o homem e o universo.2

A Astrologia possui uma concepção holística da vida e da natureza humana, tendo assim muito a oferecer ao desenvolvimento do ser quando desvendamos sua linguagem simbólica e apreendemos o significado de seus mitos, esquemas, planos ou, se quisermos, destino.

C.G. Jung mostrou, além de qualquer dúvida, que os principais agentes motivadores da vida, presentes na psique individual, e os padrões psicológicos globais, presentes em culturas inteiras, são manifestações de fatores arquetípicos na psique humana. Historicamente há uma forte correlação entre os mitos de uma determinada cultura e o tipo de astrologia que ela desenvolve. ... os deuses da mitologia (exatamente como os planetas da astrologia) representam forças e princípios vivos existentes no universo e na vida de cada um de nós. Conforme a consciência de um homem evolui, assim devem evoluir os seus mitos.2



O conceito junguiano de sincronicidade - coincidências significativas - é, na verdade, a formulação de algo que sempre foi uma das bases da astrologia. Jung descobriu que os eventos sincrônicos se encontram à volta de situações arquetípicas como nascimento, casamento, morte ou algum tipo de crise, e se estendem desde o reino físico até o psíquico, sem encontrar qualquer barreira ou limite entre os dois. Nessas ocasiões, o destino interior e os eventos externos parecem se combinar, dando a sensação de um plano previamente estabelecido ou de um universo organizado onde tudo acontece no momento apropriado. Em linguagem astrológica falaríamos em um Trânsito.3

O mapa natal em si é uma valiosa ferramenta para compreendermos o valor arquetípico de nosso próprio nascimento - aquilo que a vida está procurando manifestar por meio do indivíduo. Contudo, cabe a nós decidirmos o esforço que faremos para nos tornarmos conscientes e responsáveis por nossas próprias vidas. Para podermos conhecer e experimentar nossos próprios eus, nossas forças e fraquezas, alegria e dor de estarmos vivos, é preciso aceitar e abraçar a vida em toda a sua plenitude. 3

O inconsciente determina o destino? Nas palavras do Dr. Luiz Carlos Teixeira de Freitas “Essas predisposições psíquicas inconscientes para perceber o mundo de uma determinada maneira - e não de outra - , como se fosse através de lentes especiais ou filtros de percepção, apenas inclinam o indivíduo a determinadas formas de representação simbólica de suas vivências internas, configurando aquilo que Sigmund Freud ... chama de “compulsão para a repetição”: “ aquelas coisas” que sempre se repetem na vida da pessoa, por mais que pareça ser mero acaso...”

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