3. PSICOLOGIA/PERSPECTIVAS BÁSICAS
CONSCIENTE/INCONSCIENTE/INDIVIDUAÇÃO
A psicologia pode ser e tem sido apreciada a partir de três perspectivas básicas.
O tipo espiritual que considera o homem real e essencialmente um ser espiritual que usa o corpo com o propósito de adquirir experiências concretas e certas faculdades que só podem ser geradas em contato com a matéria.
O tipo fisiológico é aquele em que as reações psíquicas - como sensações, sentimentos, ideações e volições - são consideradas emergindo de processos fisiológicos e por estes estritamente condicionadas.
O terceiro tipo básico de abordagens da psicologia, que chamamos tipo analítico lida direta e imediatamente com fatos da vida mental, ou melhor, com o que denomina conteúdos psíquicos. É denominada de psicologia analítica.3
Consciente e Inconsciente: De acordo com Freud, todos os processos mentais (exceto a recepção de estímulos externos) derivam da correlação de forças que originalmente são de natureza dos instintos, isto quer dizer, que têm origem orgânica. No entanto existe na mente uma força que pode excluir da consciência e de qualquer influência sobre a ação todas as tendências que, por algum motivo, não lhe sejam aceitáveis (Superego). Essas tendências são “reprimidas”. Elas ficam abaixo do limite da consciência e se tornam conteúdos inconscientes. Esses impulsos instintivos reprimidos, no entanto, não perdem seu poder, atuam indiretamente, causando distúrbios psicológicos e fisiológicos.3
Jung admite a existência desses conteúdos reprimidos, que em sua soma total constituem o que ele chama de inconsciente pessoal, mas também fala de um inconsciente coletivo, que tem origem e significado completamente diferente. Tais conteúdos, que surgem das profundezas do inconsciente coletivo, geralmente recebem o nome de arquétipos ou imagens primordiais. Também se diz que os “instintos são arquétipos” e que “os conteúdos do inconsciente coletivo não são meros resíduos arcaicos de modos especificamente humanos de funcionamento, mas também os resíduos de funções da ancestralidade animal da humanidade”.3
Individuação: O inconsciente de Freud não oferecia nenhum problema especial, exceto o de livrar-se dele. Era uma sombra negativa, quase patológica, dissipada ao menos teoricamente pela luz da consciência ampliada e normalizada. Mas o inconsciente coletivo de Jung não é para ser dissipado, e sim para ser assimilado. Deve haver uma constante assimilação de conteúdos inconscientes pelo consciente. Este processo de integração que torna o indivíduo “inteiro”. Sobre isto, Jung escreve: “ individuação.... é um processo pelo qual o homem pode criar a partir de si mesmo, aquele ser definido, único, que ele no fundo sente ser.”3
Alguns psicólogos, psiquiatras e conselheiros já começaram a usar a astrologia como instrumento principal para compreender a dinâmica interior dos clientes. Jung disse que usou muito a astrologia, especialmente com pessoas com as quais tinha um entendimento difícil:2
Como sou um psicólogo, estou principalmente interessado na luz particular que o horóscopo derrama sobre certas complicações existentes no caráter. No caso de diagnóstico psicológico difícil, eu normalmente providencio um horóscopo para poder ter um ponto de vista partindo de um ângulo inteiramente diferente. E digo, que muitas e muitas vezes descobri que os dados astrológicos elucidam certos pontos que de outro modo eu não teria sido capaz de entender (de uma carta para o Prof. B.V. Raman; 6, set..,1947)
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