2. OS ARQUÉTIPOS DO ZODÍACO
SIGNO DE CAPRICÓRNIO
Transformar o que até aqui foi acumulado em algo palpável no mundo material é o desafio de Capricórnio. Indica o meio-dia solar do homem. Signo de Terra, de modalidade Cardeal, regido por Saturno. Tenacidade, decisão, sentido da ordem e hábitos sóbrios, Capricórnio traz a marca da contenção, do limite e da cristalização da forma. Luta pelo sucesso mundano, pelo reconhecimento e pelo status. Há uma tendência à ação, ao comando, à disciplina férrea, bem como a assumir responsabilidades. Frieza e distanciamento são usados como uma couraça defensiva que escondem a profunda necessidade de afeto, ao qual tem dificuldade de entregar-se. Em Capricórnio temos o arquétipo do filho rejeitado, o medo do abandono e a solidão interior.
1. Cronos
Depois de ter sido abatido e derrotado por seu filho Zeus, Cronos foi aprisionado no Tártaro, região subterrânea muito abaixo do próprio Reino de Hades. Algum tempo depois, quando Zeus já tinha consolidado seu poder, libertou o próprio pai e o enviou para a ilha dos Bem-Aventurados, nos confins do mundo, onde Cronos passou a reinar sobre os heróis, que nunca morriam. Era uma recuperação da Idade do Ouro na Terra, à qual Cronos parece estar ligado.
Essa fora uma época de fartura e abundância, como a mitologia romana registrou: no reino de Saturno, a Terra produzia uma abundância, não havia guerras ou discórdias, e a escravidão e a propriedade eram desconhecidas, pois todos os homens tinham as coisas em comum. Saturno fora, assim, aquele que ensinou a paz, a justiça, a cultura da terra, a fraternidade e a liberdade, bem como a delegação responsável de poderes dentro da comunidade. E exatamente por isso, na Roma antiga, comemoravam-se todos os anos, na segunda quinzena de dezembro, as Saturnais, festas nas quais havia total liberdade e todas as regras rígidas de moral e convívio social eram abolidas; os escravos deixavam de sê-lo por alguns dias, as normas que regiam o convívio sexual eram abolidas, os horários relaxados e o trabalho deixava de ser cumprido.
Ao fim das Saturnais, o jovem escolhido para reinar como rei Saturno era sacrificado no altar do deus – ou se sacrificava espontaneamente, em ato suicida _, como símbolo do fim da liberdade absoluta de entregar-se a todos os prazeres sem limite algum.
Aspectos Psicológicos do Mito:
- Coube a Cronos o papel de consolidador do já criado: sem sua atuação nada tomaria forma definitiva, discriminada e duradoura;
- Daí seu aspecto limitador, rígido e punitivo contra os que se insurgissem contra os dados da realidade material da vida;
- Depois do sacrifício de Cronos a vida retorna com mais liberdade, porém mais organizada e produtiva;
- Forte inclinação à luxúria e à lascívia, alémde incrível fertilidade e superego voltado às “realizações”;
- Movimento duplo de dentregar-se aos prazeres e se culpar por isso;
- A criança cresce numa casa onde o pai é respeitado, porém sem se envolver com a estrutura familiar; as decisões são tomadas pela mãe, tradicional, que transmite ao filho a necessidade do poder e a capacidade de liderança, incitando-o a desenvolver fortes práticas de controle;
- Núcleo em que convive o “eterno jovem”e o “velho ancião”;
- São comuns na vida do capricorniano prazos mais longos de amadurecimento pessoal;
- ”aprisionamento”, “servidão” e até mesmo “crucifixão” estão presentes, ao menos em sua vida interior e em seus sonhos e fantasias inconscientes, motivo pelo qual ele mesmo cria sua própria prisão, atraindo-a ou “lançando-se” para ela;
- A busca do confronto com limites rígidos seja com o próprio superego, com uma figura exterior de autoridade ou ainda com um parceiro restritivo (fazem parte do processo ritual do seu autoconhecimento).
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