domingo, 7 de agosto de 2011

MÓDULO I - O SIMBOLISMO ASTROLÓGICO

1. ASTROLOGIA/PRINCÍPIOS UNIVERSAIS



Devemos reavaliar a forma de abordar a astrologia vendo-a, não simplesmente como uma disposição ordenada de pistas celestiais que indicam o nosso fado imutável, mas como um meio que nos levará a descobrir o nosso papel no Universo, e assim nos ajudar a viver de maneira plena e criativa. A astrologia pode ser usada como um recurso para reunir o homem ao seu eu interior, à natureza e ao processo evolutivo do Universo.2

A astrologia que voga hoje, originou-se quase que totalmente no trabalho do astrólogo alexandrino Claudius Ptolomeu: Tetrabiblos. De acordo com Temple Hungad: Ptolomeu nasceu no século I d.C, em Pelusium, Egito. Reuniu as observações escritas legadas pelos estudiosos que o antecederam, enriqueceu e aumentou estes escritos após muitos anos de pesquisa pessoal. O Tetrabiblos de Ptolomeu abarcava o conhecimento astrológico a ser adquirido e, apesar de ter sido escrito na Ásia, esse trabalho veio a ser a pedra fundamental da astrologia na Europa.3

Na astrologia cada indivíduo é considerado uma expressão completa e sem igual dos princípios, padrões e energias universais. O Zodíaco era considerado pelos astrólogos e filósofos da Antigüidade como sendo a “alma da natureza”, aquela que dá forma e ordem à vida.2

Os antigos astrólogos concebiam que as funções e fatores existentes dentro do indivíduo refletem os princípios e os processos universais ou, pelo menos, correspondem a eles. De Hermes Trimegistus temos o princípio de que “o que está em cima é como o que está em baixo e o que está em baixo é como o que está em cima para que possa realizar-se o milagre do Uno”, numa clara alusão à correlação existente entre microcosmo e macrocosmo.9

L.L.Whyte (1954) declara que “todas as coisas do universo têm alguma relação com nossa natureza...” Em termos atuais diríamos que, desde que o Universo é um processo total e consiste de vários campos de energias se interpenetrando, o campo de energia humana está intimamente relacionado com o campo de energia maior do universo. O mapa astrológico do nascimento é o gráfico através do qual o cosmos (ou o todo maior) nos permite compreender suas energias e seus ritmos, particularmente a maneira como eles operam em cada indivíduo. Muitos cientistas já passaram a acreditar que há um modelo organizador invisível no interior das coisas vivas, uma espécie de modelo psicológico que guia e determina a forma que a energia assumirá.2

O Dr. Whitmont fala de campos arquetípicos relacionados com os símbolos astrológicos dos planetas e define os arquétipos como “padrões e dinâmicas de formas cósmicas universais”. Não importa o rótulo que possa ser usado para designar estes princípios universais - arquétipos, essências ou princípios formativos - permanece o fato de que tais forças existem no universo e influenciam cada um de nós, tanto partindo do interior quanto do exterior.2

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